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Hemostasia em minutos: testes point‑of‑care que protegem sua clínica

Hemostasia em minutos: testes point‑of‑care que protegem sua clínica
Editora Sia

A prática clínica moderna pede decisões rápidas, seguras e documentadas. Em um cenário com mais pacientes em uso de anticoagulantes e antiagregantes, a tecnologia point-of-care (POC) para hemostasia traz previsibilidade ao atendimento odontológico. Medir o risco de sangramento em minutos, na própria clínica, reduz cancelamentos, evita idas desnecessárias ao pronto-socorro e dá segurança ao paciente e à equipe.

Por que trazer testes de hemostasia para dentro do consultório

Quando a agenda encontra um paciente anticoagulado, a dúvida aparece: dá para realizar o procedimento hoje? O acesso a um resultado recente, gerado no consultório, transforma a conversa em conduta. Em vez de depender apenas de relatos do paciente ou de exames antigos, o teste POC entrega um dado objetivo que orienta a decisão e a comunicação com o médico assistente.

  • Agilidade clínica: resultado em minutos para decidir entre executar, adiar ou ajustar a abordagem hemostática local.
  • Segurança: triagem objetiva antes de extrações simples, raspagens, cirurgias periodontais e pequenos procedimentos.
  • Experiência do paciente: menos incerteza, mais confiança no plano e no profissional.
  • Gestão: redução de cancelamentos de última hora e de custos associados a reconsultas não planejadas.

O que os dispositivos medem e quando considerar o uso

Há diferentes tecnologias POC disponíveis. A escolha depende do perfil dos seus atendimentos e da população atendida.

  • INR (Tempo de Protrombina): útil especialmente em pacientes em uso de antagonistas da vitamina K. Equipamentos portáteis com gota de sangue capilar fornecem o valor de INR rapidamente.
  • Ensaios para anti-Xa: alguns sistemas oferecem estimativa da atividade anti-Xa, relevante para certos anticoagulantes. Verifique a indicação do fabricante e a aplicabilidade clínica.
  • Testes de função plaquetária: opções de triagem podem apoiar decisões em pacientes com antiagregantes, sempre dentro do contexto clínico e da avaliação de risco/benefício.

Quando aplicar? Em procedimentos com risco de sangramento em pacientes com histórico de anticoagulação/antiagregação, em situações de informação incerta sobre adesão ao medicamento, quando o último exame laboratorial é antigo, ou quando o tempo clínico pede decisão no mesmo dia. O teste não substitui a avaliação integral do paciente nem a interlocução com o médico assistente, mas complementa ambos com um dado objetivo e recente.

Integração ao fluxo clínico em 6 passos

  1. Defina critérios de uso: liste procedimentos e condições sistêmicas em que o teste será indicado. Mantenha o plano simples e claro para a equipe.
  2. Padronize preparo e coleta: local limpo, antissepsia, descarte seguro e checagem de validade/lote dos insumos. Evite variações pré-analíticas (temperatura, tempo até a leitura).
  3. Treine e habilite: capacite a equipe a executar, registrar e interpretar dentro de faixas de referência e protocolos acordados. Foque em reprodutibilidade.
  4. Documente e comunique: registre o resultado com horário, lote do teste e responsável. Se necessário, compartilhe o dado com o médico assistente para decisão conjunta.
  5. Conduza com critérios: utilize o resultado para ajustar técnica, materiais hemostáticos locais, compressão, sutura e planejamento de revisões. Em situações limítrofes, prefira adiar e alinhar conduta multiprofissional.
  6. Monitore qualidade: use controles internos do equipamento, participe de programas de qualidade do fabricante e mantenha calibração e manutenção em dia.

Escolha do equipamento: o que avaliar antes de comprar

  • Indicação e validação: verifique se o dispositivo é indicado para uso em ambiente odontológico e se possui validação clínica para os cenários que você atende.
  • Operação e custo: avalie custo por teste, vida útil das tiras/cartuchos, necessidade de controle interno e curva de aprendizagem da equipe.
  • Integração de dados: preferencialmente, opte por soluções com exportação de resultados (PDF/HL7/CSV) para anexar ao prontuário eletrônico.
  • Suporte e manutenção: disponibilidade de assistência técnica, atualização de firmware e reposição de insumos.
  • Rastreabilidade: possibilidade de registrar lote, validade e operador para auditoria e segurança do paciente.

Do resultado à conduta: como transformar número em decisão

O valor medido é um ponto de partida, não um veredito isolado. Considere o tipo de procedimento, o perfil de risco do paciente, o controle local de sangramento disponível e a urgência clínica. Ajustes práticos incluem:

  • Planejamento: prefira horários que permitam observação pós-procedimento e orientações reforçadas.
  • Técnica e materiais: compressão efetiva, suturas por planos, agentes hemostáticos tópicos e escolha de instrumentos que minimizem trauma.
  • Pós-operatório: instruções claras, canais de contato e revisão precoce conforme o risco. Registre sintomas relatados e intervenções realizadas.

Em casos com alterações relevantes ou dúvidas, a decisão compartilhada com o médico assistente continua sendo o melhor caminho. O teste POC acelera essa conversa, oferecendo um dado objetivo no mesmo instante em que a necessidade aparece.

Indicadores que importam para a qualidade clínica

  • Tempo porta‑resultado: minutos entre triagem e decisão documentada.
  • Taxa de remarcações evitadas: procedimentos mantidos com segurança graças ao POC.
  • Eventos hemorrágicos: incidência e gravidade, com registro de condutas e desfechos.
  • Aderência ao protocolo: percentual de casos elegíveis com teste realizado e registrado corretamente.

Com esses indicadores, a tecnologia deixa de ser um gadget e passa a ser parte do sistema de qualidade da clínica, sustentando melhorias contínuas.

Fatores humanos e experiência do paciente

Explique o propósito do teste em linguagem simples. Mostre como o resultado orienta a segurança e personalize as orientações. Um paciente que entende o porquê colabora melhor e retorna mais confiante. Além disso, padronize quem conversa, em que momento e com quais materiais de apoio (texto, imagem, vídeo curto).

Como o software potencializa o valor do POC

O resultado do teste ganha potência quando é bem organizado, acessível e acionável. Integre o laudo ao prontuário, vincule alertas ao plano clínico e automatize lembretes de revisão pós-operatória conforme o risco. Ao compartilhar um resumo do atendimento com o paciente (e, quando necessário, com o médico assistente), você fecha o ciclo de segurança com transparência.

Para fechar: testes de hemostasia point-of-care não substituem o raciocínio clínico, mas ampliam sua precisão e agilidade. Com protocolo, treinamento e integração digital, sua clínica entrega segurança sem perder ritmo.

Um aliado para organizar tudo isso

Para que a tecnologia realmente trabalhe a seu favor, é essencial ter um software que conecte os pontos. O Siodonto registra resultados do POC junto ao prontuário, dispara lembretes de revisão e centraliza a comunicação com o paciente. O melhor: conta com chatbot e funil de vendas, automatizando desde a pré-triagem até o retorno, sem perder o toque humano. Assim, você cuida melhor, com dados à mão, e transforma atendimento seguro em crescimento sustentável da clínica.

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